Pratos típicos de dar água na boca

Carneiro no Buraco- Prato típico de Campo Mourão (Foto: Divulgação/ Prefeitura Municipal)

A Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (COMCAM) tem uma culinária rica em detalhes e sabores. Quase todos os municípios possuem um prato típico que é saboreado com uma festa ao menos uma vez por ano organizada pelas prefeituras locais, fortalecendo os laços culturais e movimentando a economia.

A maioria dos deliciosos pratos foi escolhida pela própria comunidade, depois de várias reuniões. Algumas iguarias misturam lendas, costumes ou buscam recordar fatos do passado pioneiro de suas localidades e, junto a isso, transformaram as festividades em mega eventos que atraem multidões dos mais variados cantos do país.

Conheça um pouco sobre os pratos típicos

  • Carneiro Recheado: A festa de Altamira do Paraná acontece todo mês de novembro e o prato típico é o ponto alto do evento. Pra ficar pronto o carneiro precisa ficar 12 horas submerso num molho que dá o tempero especial do prato. Pra assar são cerca de três horas.
  • Arroz tropeiro: Agosto é o mês em que o prato é servido em Araruna. Além do prato principal, salada de couve, tomate e purê de mandioca acompanham a iguaria. Charque, calabresa, costelinha e bacon deixam o prato irresistível.
  • Vaca atolada (Boa Esperança) : É um dos pratos mais concorridos da região. São 12 horas de preparo que deixam o prato irresistível. Acompanham o prato típico: salada de chicória ao vinho, vagem, cenoura, farinha de mandioca temperada com molho de pimenta, pão francês e arroz branco.
  • Porco Garantido (Barbosa Ferraz): O prato é feito com carne suína desossada, o porco garantido é levado a fogo brando, na grelha, por cerca de 4 horas. Depois é colocado em fogo forte por cerca de três a quatro minutos para ficar “garantido”.
  • Costela desossada recheada (Campina da Lagoa): Costela, linguiça, queijo, pimentão, cenoura e farofa. Esses são os ingredientes do prato típico de Campina da Lagoa. Os ingredientes são enrolados na própria costela, que após assada, fica suculenta.
  • Carneiro no buraco (Campo Mourão) : Talvez o prato mais exótico da região seja essa iguaria, cozida em um buraco de 1,50m de profundidade. Carnes e legumes são intercalados no tacho que fica enterrado e completamente vedado por seis horas. Em julho, população e visitantes se reúnem na cidade para degustar o prato feito pelo Clube da Panela. É feito também um pirão, além de arroz branco e salada de almeirão.
  • Cabrito apressado (Corumbataí do Sul) : A festa acontece em junho. A carne precisa descansar por um dia depois de temperada e só depois o cozimento tem início. Arroz, salada, pirão, pimenta e pão francês são os acompanhamentos ideais para a iguaria.
  • Leitão a pururuca (Engenheiro Beltrão): Nesta iguaria a temperatura é fundamental. Depois de descansar no tempero por 24 horas, é assado no papel alumínio em forno a 120°C por 2h30. Depois, mais 30 minutos descoberto, no forno a 180°C. Uma farofa saborosa acompanha o prato, servido sempre em novembro.
  • Pernil a pururuca (Farol): Os farolenses e toda região aguardam ansiosamente por setembro, quando o prato, rico em temperos, é preparado. Além dessa delícia, feijão safrista, arroz branco e couve à Paraná são servidos.
  • Peixe na cerâmica (Fênix): O peixe pintado é cuidadosamente preparado na cerâmica. O prato atrai apreciadores de toda a região. É servido, juntamente, um pirão especial, além de arroz branco, almeirão com bacon e vinagrete.
  • Leitão maturado (Goioerê): Essa iguaria leva cerca de quatro dias de preparo, até a maturação. Só depois é assado para ser servido com salada de soja, farofa ou cuscuz. Outro fator interessante é ser feito com animal do tipo “Light”, que possui pouca gordura e pode ser assado com a pele, o que dá melhor aparência. A festa onde o prato é servido acontece em junho.
  • Leitoa Fuçada (Janiópolis): O prato típico do município de Janiópolis foi escolhido após diversas pesquisas junto aos pioneiros. Diante dessas pesquisas a ideia foi aprimorada e surgiu o prato típico de Janiópolis que foi batizado de “leitoa fuçada”. A leitoa é desossada, temperada e recheada com farofa sendo servida com frutas, legumes e arroz.
  • Leitoa entrincheirada (Juranda): Em dezembro é hora de abater as leitoas, exatamente dois dias antes do preparo. Depois de 24 horas descansando, os ingredientes devem ser colocados sem que o couro seja furado. Para assar, a leitoa deve estar totalmente aberta. Salada verde, arroz, mandioca, limão e farofa acompanham o prato.
  • Boi na brasa (Luiziana): O preparo tem início um dia antes de ser servido. Para assar são 5 horas. Um detalhe é que, antes de servir, os ossos são retirados. Arroz branco, maionese, salada verde e repolho com abacaxi acompanham o prato servido em setembro.
  • Leitoa Mateira (Mamborê): Em junho, a cidade se prepara para saborear a iguaria temperada 12 horas antes de ser recheada. Centenas de pessoas participam da festa onde é servido o prato com o tempero conhecido como do “tio Jura”.
  • Paleta Tropeira (Moreira Sales) : Depois de imersa por 24 horas, para que o sabor da mistura de ervas e outros temperos seja absorvido, é colocada na grelha, própria para o preparo no fogo de chão, e é cozida de 6 a 8 horas. Arroz branco, feijão tropeiro, saladas, molho vermelho e farofa acompanham a iguaria, na festa realizada em julho.
  • Carneiro ao vinho (Peabiru): Para fazer a iguaria, primeiro é necessário temperar a carne, misturar todos os temperos e acrescentar o vinho, que dá o sabor especial. Depois colocar para cozer. Quando o caldo estiver borbulhando estará pronto para ser servido.
  • Frango invertebrado (Quarto Centenário): O mais novo prato típico do município é o único que tem o frango como principal personagem. Em seu segundo ano já é reconhecido como sucesso de público na região tendo como destaque o apoio da cooperativa COPACOL.
  • Leitão ao fogo de chão (Quinta do Sol) : O prato típico tem referência com a história do município, pois assar porcos ao fogo de chão era costume dos pioneiros. “É um prato que tem identidade com a cidade”. A carne é assada durante sete horas, e a iguaria é servida com arroz branco, tutu de feijão, purê de mandioca e saladas verdes.
  • Tilápia no tacho (Rancho Alegre do Oeste): Em março, um dia antes de abater a tilápia, é preciso retirá-la do açude e colocar em tanques de depuração. A carne precisa, também, ficar submersa no tempero para que o sabor seja dado. Só depois que é frita. É servida com um molho de shoyu com legumes e limão fatiado.
  • Costela da terra (Terra Boa): Em setembro, o prato típico é preparado juntamente com o conhecido feijão gordo, feito com linguiça calabresa, bacon, charque, linguiça, paio, torresmo, cebola e cheiro verde. Pode ser servido com arroz e salada.
  • Leitão a campestre (Ubiratã): Os cerca de 35 kg de leitão desossado são assados por 4 horas, para que a gordura seja bem escorrida. Só depois que o recheio é adicionado, com mussarela, tomate e cebola picados, milho, cheiro verde e purê de mandioca. Uma delicia que se encontra em novembro na cidade.

Fonte: Roteiros da Comcam, material de divulgação dos pratos típicos regionais. Material gentilmente cedido por Rubens Moyano (Campo Mourão) e Cristina Veiga (Boa Esperança).

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